quinta-feira, 16 de abril de 2015

O influxo recíproco entre cultura popular e erudita na música brasileira

#Ocupa Carnaval. Foto: Breno Crispino
Por Daniel Marcos Martins

A cultura é um processo lento e acumulativo. O sociólogo Norbert Elias diz que para compreender a sociedade “é preciso considerar que elas sejam formadas, ao longo do tempo, por um entrelaçamento de processos de longa duração, não planejados e sem objetivo nem fim.” (Apud AZEVEDO, 2013, p.35) Maurício Monteiro chama essa mistura de “amálgama”, ou seja, práticas diferentes que sobrevivem uma do lado da outra e que também se transformam em uma terceira. (MONTEIRO, 2008, p.17)

As manifestações são sempre variáveis, com alguma performance1, sempre diferentes umas das outras, recriadas a cada representação. Nessas sociedades a cultura popular mesmo tendo elementos tradicionais irão se relacionar de alguma forma com os fatos, figuras e eventos presentes, criando assim a diversificação, como por exemplo: a festa de Folia de reis, festa do boi e carnavais. (AZEVEDO, 2013, p.38)
A cultura camponesa europeia variava segundo as diferenças ecológicas e sociais. As diferenças no ambiente físico poderiam implicar na variedade da cultura material e estimular diferentes atitudes. (BURKE,2010 , p.59) O povo não é homogêneo, mas sim uma massa complexa e heterogênea.
Exemplificando alguns casos de interações: As escolas de samba no Rio de Janeiro, que pertencem a uma festa tradicional do carnaval carioca e apresentam a cada ano temáticas atuais, ou inovações como a escola de samba “Viradouro” que introduzir batidas de funk no seu repertório:
A Unidos do Viradouro, escola de samba de Niterói, inovou ao introduzir no fim da década de 90 a batida funk em sua bateria. A novidade desagradou aos puristas, que viram nisso uma deturpação do desfile carnavalesco. (Acessado em 03/10/2013 http://portalmultirio.rio.rj.gov.br/sec21/chave_artigo.asp?cod_artigo=49)
Mestre Jorjão fala sobre a batida de funk:

Outro exemplo é os folhetos de cordel, que mesmo mantendo seu formato tradicional estará sempre atualizado com a cultura popular, um ótimo exemplo disso é o cordel “Alien e Predador versus Lampião – A Batalha mais horripilante do Universo” de Izaias Gomes de Assis, produzido pela Chico Editora em 2009. Conta a história do cangaceiro Lampião em uma luta mortal contra o “Alien2 e o “Predador3”. (ASSIS, 2009)


Não poderia deixar de citar também a misturas de danças que aconteceram no movimento conhecido como “a batalha dos passinhos” que chamou a atenção a partir de 2008 com o vídeo “Passinho Foda”, tomando assim os bailes. O pesquisador e cineasta Emílio Domingos explica que as danças são altamente “antropofágicas”, em que a dança funk mistura-se ao frevo, break e samba. (CARTA CAPITAL, 2013)



Segundo Chartier, os objetos da história cultural são definidos de duas formas: 1ª enquanto obras e gestos que configuram e justificam uma apreensão estética, um princípio de demarcação do mundo e 2ª enquanto práticas comuns, que exprimem a maneira como uma comunidade produz sentido, vive e pensa. (CARVALHO, 2005, p.149). Chartier pensa o conceito de representações a partir do acumulo de contribuições de vários outros autores, tomando como base os trabalhos de Bourdieu. Chartier entende as representações como classificações e divisões que organizam a compreensão do mundo social, elas serão variáveis segundo as disposições dos grupos, e serão sempre criadas de acordo com o interesse dos grupos que as forjam, fazendo com que o poder e a dominação estejam sempre presentes, produzirão estratégias de imposição de autoridade para legitimar escolhas. Essas representações serão coletivas da comunidade para além do individual. Segundo Durkheim, o processo de assimilação dessas representações será sempre imperfeita, ou seja, as representações suscitam diferentes apropriações e diferentes representações, pois cada um de nós vê e interpreta a sua maneira. Percebemos de maneiras diferentes e interpretamos de forma diferenciada. (CARVALHO, 2005, p.152)

O conceito de Chartier é aplicado principalmente a literatura, na qual o texto produzirá algum sentido, mas aqui aplicaremos o conceito na música uma vez que Guerra Peixe percebeu o mesmo mecanismo de apropriações na música em que teve contato, em grupos de indivíduos na qual acontece o trânsito, reapropriação e ressignificação4 das práticas sonoras. (GUERRA-PEIXE, 1993, p.16) Guerra Peixe exemplifica o conceito de ressignificação através do músico Ernesto Nazareth (1863-1934). Podemos compreender que “Nazareth não compôs simplesmente tangos, polcas, schottisches. Ele captou o esquema rítmico-melódico criado pelos chorões - enfim, a alma do choro - e o levou para o piano, estilizando-o de forma magistral.” (SEVERIANO, 2008, p.39)
Podemos observar que a cultura popular não é estática, pois é permanete e lentamente modificada, a fim de preservar estruturas similares. É necessário observar que o conservadorismo constantemente dialoga com a renovação, interagindo mesmo que tente evitar as modificações. (AZEVEDO, 2013, p.39)


Voltamos a Chartier, que fala sobre o ato de criação do objeto e suas apropriações, em que os bens culturais são produzidos segundo ordens, regras, convenções e hierarquias, mas a obra escapa a tais dependências por causa das diferentes apropriações. A constante influência dos meios estará presente em diversos movimentos da música brasileira como a Bossa nova e a Tropicália, que também farão uso dessas trocas em uma verdadeira “Geleia Geral” louvada pelos tropicalistas em nome da liberdade artística. (TROPICALIA, 2013) Existem muitos folclores, que fazem parte da cultura popular, englobando folia de Reis, frevo, maracatu, congada, jongo, coco, carnaval e vários tipos de samba, a MPB (em suas várias e indefinidas faces), funk, hip hop etc. Essa é a dificuldade de se delimitar com precisão o que é uma cultura popular:
Definir o que é ou não tradicional, folclórico ou mesmo cultura popular, costumar ser um exercício acadêmico, em geral, inútil. Bem mais interessante parece ser tentar identificar e compreender os padrões cognitivos, culturais, éticos e estéticos que costumar servir de base para as tendências predominantes que os constituem e diferenciam. (AZEVEDO, 2013, p.40)
Carlo Ginzburg

Além da apropriação e representação presente nas interações entre modelos musicais, o conceito de “circularidade” também poderá ser usado para análise, pois ele está presente nas relações recíprocas e de mútua influência. A influência que a cultura oficial recebe da cultura popular sempre ocorreu naturalmente. Teremos uma quantidade enorme de artistas que se baseiam em temas populares, como Heitor Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Edu lobo, Gilvan Samico, Mario de Andrade, Ariano Suassuna etc. A circularidade é identificada também por Guerra-Peixe, em seu conceito de ressignificações. Poderemos identificar autores que recorrem a fontes populares para buscar suas inspirações:
Em termos gerais, talvez todos os escritores e poetas considerados “cultos”, em determinados momentos, recorreram, recorrem e ainda recorrerão aos recursos estéticos populares, conscientemente ou não, sem que isso configure a tônica principal de seus trabalhos. (AZEVEDO, 2013, p.57) 
Ludovico Ariosto´s "Orlando Furioso". Ilustração: Gustave Doré

Essas interações sempre estiveram presentes na cultura europeia, como por exemplo a obra “Orlando furioso”, de Ariosto. O poema foi escrito por um nobre, e para nobres, depois alguns resumos da obra circularam em livrinhos de contos e baladas populares no século XVI. Um dos responsáveis pela circularidade dessa obra foi o poeta bolonhês Giúlio Cesare Croce, que era famoso mediador entre a cultura erudita e popular. (BURKE, 2011, p.181) Outro ótimo exemplo são as obras “Gargântua” e “Pantagruel” escrito por Rabelais, que era um homem erudito. Sua obra foi perfeitamente compreensível pelas pessoas do povo. A importância dos elementos “baixos” na cultura “alta”, assim analisa Mickhail Bakhtin, que mostra como Rabelais se inspirou massivamente na “cultura de humor popular”, em particular o grotesco e o carnavalesco. (BURKE, 2011, p.181) Mikhail Bakhtin descreve a relação de Rabelais e a cultura popular do seu tempo, mostrando a dicotomia cultural e como essas interagiam entre si, com o uso da circularidade, um influxo recíproco entre acultura das classes subalternas e a cultura dominante. (GINZBURG, 1987, p.20, 24) Pergunta-se: “Até que ponto a primeira está subordinada a segunda? Em que medida, ao contrário, exprime conteúdos ao menos em parte alternativos? É possível falar em circularidade entre os dois níveis de cultura?” (GINZBURG, 1987, p. 17) As elites eram “biculturais”, ou seja, tinham uma cultura erudita da qual as pessoas comuns eram excluídas, e também participavam da cultura “popular”. (BURKE, 2011, p.186) Poderemos observar esse tipo de articulação no Brasil na época de D. João:
uma sociedade que vivia e via diversas práticas: absorvia umas, entrecruzava-se com outras. Seria o mesmo que imaginar uma sociedade que permitia e tolerava diversas manifestações culturais e que, ao mesmo tempo, se utilizava delas. (MONTEIRO, 2008, p.177)
Como podemos observar, as interações são vias de mão dupla, em constante interação e troca, em que alguns grupos poderão ir e voltar nessa via, enquanto outros grupos terão algumas limitações de classe.

BIBLIOGRAFIA E LINKS

ASSIS, Izaias Gomes de . Alien e Predador Versus Lampião: a batalha mais horripilante do universo. Rio Grande do Norte: Chico Editora, 2009.

AZEVEDO, Ricardo. Abençoado & Danado do Samba: Um estudo sobre o Discurso Popular. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.

BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular Na Idade Média E No Renascimento, O contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 2010.

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna: Europa 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

_____________. Variedades de história cultural. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

CARTA CAPITAL. Notícia: Mergulho antropológico; a batalha do passinho retrata a febre que tomou o Rio. Disponível em <http://www.cartacapital.com.br/cultura/mergulho-antropologico-a-batalha-do-passinho-retrata-febre-que-tomou-o-rio-1348.html> Acesso em: 27 de out. 2013

CARVALHO, Francismar Alex Lopes de. O conceito de representações coletivas segundo Roger Chartier. Revista Diálogos, Maringá, v.9, nº1, p.143-165, 2005.

GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: O cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

KUEHN, Frank M. C. 2010. Reprodução, interpretação ou performance? Acerca da noção de prática musical na tradição clássico-romântica vienense.” In: Anais. Pesquisa em música: novas conquistas e novos rumos. Primeiro Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música (SIMPOM). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), p.747-757.

MONTEIRO, Maurício. A construção do gosto: música e sociedade na Corte do Rio de Janeiro 1808-1821.São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.

SEVERIANO, Jairo. Uma história da música popular brasileira: das origens à modernidade. São Paulo: Ed.34, 2008.

TROPICÁLIA. Texto: ruídos pulsativos: geleia geral. Disponível em <http://tropicalia.com.br/ruidos-pulsativos/geleia-geral> Acesso em: 27 de out. 2013

Notas:
1“Interpretação designa, em música, a leitura singular de uma composição com base em seu registro e, de preferência, do registro original que, na tradição musical clássico-romântica vienense, é a partitura. Sendo assim, “interpretar” está intimamente ligado à compreensão prévia da obra pelo músico-intérprete.” (KUEHN, 2010, p.2)
2 A criatura alienígena, do filme “Alien”, com titulo no Brasil de:“Alien, o oitavado passageiro” de 1979
3 Outra criatura alienígena, do filme “Predator”, com título no Brasil de: “O Predador” de 1987
4Atentemos para o detalhe onde Guerra-Peixe não chama de representações, mas sim, Ressignificações. Em uma conversa que pude ter com Frederico Barros, constatamos que é quase certo que o compositor nunca tenha lido nada de Chartier, até mesmo porque se utiliza de outra palavra (ressignificação ao invés de representação), e o conceito de Guerra-Peixe, também irá abranger a ideia de “circularidade cultural”, indo além da proposta de Chartier.

terça-feira, 31 de março de 2015

O Grande Salto de 6 Polegadas


Esse álbum é uma celebração pelos três anos de existência dessa "moçinha", um coletivo de difusão sonora, sem preconceitos ou barreiras. Já dizia Rosana “Como uma deusa você me mantém”, nossa musa inspiradora possui vários braços e por isso algumas participações tiveram de estarem presentes, além de versões solos de seus membros, pois isso é que compões a nossa história.


SET
01. Hamlet - Euterpe Despedaçada
02. Another Brick in the wall - Euterpe Despedaçada
03. A saga Das Terras Do Gelo (Parte 1) - Daniel MM
04. Egocêntrica - Euterpe Despedaçada
05. Hamlet (versão floydiano) - Euterpe Despedaçada
06. Ode - Euterpe Despedaçada
07. Dez Bagatelas - Tiago Malta
08. Domingo Triste (Gloomy Sunday) - Daniel MM
09. Hamlet (versão abaianado) - Euterpe Despedaçada
10. The Unforgiven - Daniel MM
11. Xing Ling (Ode Reverse mix) - DJ MixXxuruca
12. Justa Aumentada – Akminarrah
13. Harlem Shake - Euterpe Despedaçada
14. O Futurista (Versão Piano Grafitado) - DJ MixXxuruca
15. Euterpe Boladona - Euterpe Despedaçada
16. Hamlet (Versão Romantizada) - Euterpe Despedaçada



sexta-feira, 6 de março de 2015

3 anos de Euterpe Despedaçada




Chegamos finalmente aos 3 anos de vida, Daniel MM e Tiago Malta sempre empenhados em deixar essa senhora Euterpe sempre ativa! Mas o que aconteceu em mais um ano de vida?

Há um ano atrás tínhamos 367 seguidores na página e hoje temos 532 pessoas! No twitter havia 154 seguidores e hoje contamos com 189! A pagina cresceu, ficamos um pouco enrolados e muita coisa boa aconteceu!

Passamos a contar com a ajuda do Jullian Ventura, o cara responsável por todas noticias relacionadas a Rock, tanto aqui no blog como lá na fã page, conhecido entre nós como o "Emissário do Rock!" e também contamos com Tiago de Lima, o Especialista, fazendo parte do nosso corpo de debatedores, escrevendo e gravando podcast com a gente também. Além disso, contamos com a presença do Renato Pereira, contribuindo com uma postagem hilária sobre o set lista da copa! Devemos agradecer esses dois caras por toda ajuda e por acreditarem no projeto!


Tivemos algumas postagens importantes como a apresentação da banda instrumental "O Grande Ogro", a polêmica Glastonbury por Jullian Ventura e por que não também o podcast falando do mesmo tema, na qual contamos com a presença dos nossos amigos e parceiros do Panzercast: Felipe Parra, Tadeu  Barba e Chileno


Perdemos no ano de 2014 o dramaturgo e poeta, Ariano Suassuna, recebendo devidas homenagens e um texto do Daniel MM sobre a Música Armorial. Contamos com a contribuição do Gabriel Perboni ao produzir um Justa Aumentada sobre a Orleans Street Jazz Band, vale a pena conferir! 


Coisas estranhas ocorreram no ano de 2014 e tivemos de colocar a boca no trombone e criticar a possível privatização da Escola de Música Villa-lobos, a postagem deu o que falar!
Conseguimos fechar a tetralogia dos Anél dos Nibelungos com a parte 4:O Crepusculo dos Deuses! Agradecemos imensamente a: Evilin, Demetrius, Caio Irvin, Apioarpio, Melina, Mey Linhares e Angélica Hellish!

Contamos com a participação de alguns músicos importantes como Paulinho Bicolor, no programa Justa Aumentada, contando sua experiência na Cuica! Geisa Fernandes e uma análise do seu trabalho em uma postagem nossa.Gravamos o podcast sobre Funk, debatendo sobre o preconceito contra o Gênero, contamos com a participação especial de Jorge Valpaços e de Renato Martins do Funk na Caixa! Agradecemos aos dois pela participação nesse cast!

Agradecemos também ao Felipe Manhães, sempre presente para edição de imagens!
Gostaríamos de citar também nosso último podcast sobre Guerra Peixe e o ótimo Texto sobre Viola Caipira do Tiago de Lima, inaugurando uma nova coluna: O Momento Caipira.
Agradecemos a toda essa turma por estarem presentes e ajudarem a construir esse projeto!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Momento Caipira - Por que músicas caipiras são tão tristes?

Por: Tiago de Lima Castro

Quem nunca se perguntou o porquê das letras caipiras serem tristes, falarem dos prolemas amorosos, das dificuldades da vida. Por que tamanha ênfase nas dificuldades intrínsecas a vida no interior? Há casos em que a canção termina em tragédia e em outras o inusitado ocorre. Ouçamos os exemplos abaixo:





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mr. Catra Roqueiro


O Beco

Por volta da década de 1980 surgia o guitarrista e vocalista Wagner Domingues da Costa com a banda “O Beco”. Esse Wagner seria conhecido mais tarde no Funk como Mr. Catra. O passado roqueiro de Catra traz espanto a algumas pessoas que não conseguem conciliar como o famoso funkeiro, Catra poderia ser um apreciador de rock e ainda guitarrista também! Claro que essa desconfiança não passa do esteriótipo que criam ou mesmo preconceito contra o músico. Não existe nenhuma gravação da banda na época em que Catra tocava e cantava, mas existe um vídeo da banda na década de 1990 tocando Ska, sem o Catra em sua formação.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Opus 3 - 3º Movimento:Guerra-Peixe


Fechando o ano de 2014 com muita honra falaremos sobre esse importante compositor brasileiro, que nesse mesmo ano comemora seu centenário: César Guerra-Peixe! Contaremos um pouco de sua vida e trajetória. Um feliz ano novo a todos!
Participação de Daniel MM e Tiago Malta



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Desenho da capa: Daniel MM
Arte final: Felipe Manhães
Edição de áudio: Tiago Malta

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Opus 3 - 2º Movimento: Quem tem medo de Funk?


Quem tem medo de Funk? Gênero musical tão estigmatizado e atacado por nossa sociedade moralista, vamos debater sobre o Funk e o preconceito contra o pancadão. Já existia planos de fazermos um podcast sobre o Funk e os preconceitos disseminados por quem não curte o gênero, graças ao video de Nando Moura, acabamos por agilizar o processo e conseguimos produzir esse baseado no video citado.
Participação de Daniel MM, Tiago Malta e os convidados Jorge Valpaços (Pare&Pense, Debate Histórico) Renato Martins (Funk na caixa) Tiago especialista (Randoncast, Nérdopole, Pensamento pesquisa e reflexões)



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Desenho da capa: Daniel MM
Arte final: Felipe Manhães
Edição de áudio: Tiago Malta

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Geisa Fernandes, a pintora de autorretratos musicais


 Texto e análise de : Tiago de Lima Castro e Daniel Marcos Martins

Geisa Fernandes, cantora de música popular brasileira, viajou para Campinas com 18 anos e cursou a UNICAMP, sendo formada em História com doutorado em comunicação. Em 1995, viajou para Osnabruck na Alemanha, depois de três anos rumou para Hasselt na Bélgica, voltando ao Brasil um ano e meio depois já em 2000. Fixou-se em Niterói em 2004, na qual mora até hoje.

Lançou seu primeiro disco em janeiro de 2013 pela Capital Carioca. O álbum leva seu próprio nome e possui músicas de sua própria autoria, com exceção de “Brejeiro” do compositor Ernesto Nazareth, que completava 150 no mesmo ano de lançamento do disco. Geisa explora vertentes da MPB, passeando entre o Jazz, Samba e Pop.


Os franceses consideram a música de Geisa como um “Latin Jazz”, sendo normal vermos a classificação de “Jazz” para alguns ritmos brasileiros no exterior. É interessante observar como Geisa se encaixa na definição de “Latin”, ou seja, um Jazz latino enriquecido com ritmos Latino Americanos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Justa Aumentada #3: Paulinho Bicolor



Vamos bater um papo com o cuiqueiro Paulinho Bicolor, contando sobre sua experiência no Samba e falando desse instrumento tão peculiar: a Cuica. Não conhece o instrumento? Acha que ele faz pouca coisa? Até o Rock já usou Cuica! Então escute essa entrevista e saiba mais sobre esse instrumento musical.



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Arte: Felipe Manhães
Realização e edição: Daniel MM.



sábado, 25 de outubro de 2014

Slipknot: Resenha de 5: The Gray Chapter:


Por: Jullian Ventura.


Após ouvir o disco é difícil organizar as ideias pra começar a comentar algo, o disco na abertura (XIX) já começa como todo o show do Slipknot, cheia de suspense, mais já apresenta novas timbragens e quando menos se espera soam palavras de ordem bradadas por Corey a plenos pulmões, mas vamos direto e reto como eu gosto em resenhas, nesse disco você não verá o novo baixista e baterista criando algo mirabolante, lembre-se eles ainda não fazem parte da banda, então como bons músicos de estúdio seguiram bem as ordens dos verdadeiros membros, o disco tem a cara e assinatura do Slipknot, o fato do Joey Jordinson (ex-baterista) não estar nesse disco e ser um dos principais compositores do Slipknot realmente não fez falta, o disco tem melodias e letras que transpiram o velho e bom Slipknot, porém com uma roupagem melhor, esse disco é uma evidência de continuismo do disco "Subliminal Verses Vol.3" de 2004, a música da banda evolui bastante a partir desse ponto, Jim Root e Mick Thomson reafirmam o casamento na dobradinha de guitarras que funcionou muito bem mais uma vez.