terça-feira, 8 de abril de 2014

Justa Aumentada #2: Ricardo Simões




No programa iremos mostrar um programa da Rádio Cultura de SP com o Maestro Walter Lourenção, que entrevistará o violonista Ricardo Simões.

Ricardo já foi instrumentista de Chico Buarque, Simone, Edu Lobo, Nara Leão, João Bosco, MPB-4, Olivia Byinton, Francis Hime , Olívia Hime, Carlinhos Vergueiro, João do Vale. Tem Cds gravados desde 1993 e já teve sua música interpretada por diversos artistas, como por exemplo: Stella Almeida, Victoria Kerbauy, Celeste Patarra, Quarteto de Cordas Double Duo e Quartato de Cordas Prestíssimo entre outros. Teve diversas atividades pela vida, como professor de improvisação Jazzistica, Maestro, Solista e Diretor Artistico de diversos projetos.

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Arte: Felipe Manhães
Realização e edição: Daniel MM.

sábado, 22 de março de 2014

15x Guerra Peixe


A indagação partiu de Hudson Lima, Violoncelista carioca que escreveu no seu facebook: “Por que uma Orquestra genuinamente Brasileira faz uma série cujo título é "15x Áustria" ?! No ano Guerra-Peixe...”. Bem ele estava falando do evento 15x Áustria, que comemora os 200 anos da chegada da imperatriz Maria Leopoldina ao Brasil, promete dar 15 dias de música europeia entre os dias 22 de março e 5 de abril, além de exposição e filmes, ou seja, um programa completíssimo da melhor qualidade, mas que não faz calar a pergunta de Hudson: e César Guerra Peixe? Compositor brasileiro que faz 100 anos em 2014? Homem importantíssimo para a música brasileira e mesmo para o entendimento da música popular urbana, principalmente no nordeste brasileiro? A questão não só questiona onde está Guerra Peixe, mas também pergunta: Por que ainda damos tanta importância ao que vem de fora dentro da música de concerto? Como bem frisou Rafael Fonseca em sua coluna:
César Guerra-Peixe



“Tudo bem reverenciar Haydn, Mozart, Schubert, afinal Viena foi mesmo a capital mais musical da história. Mas a ausência de homenagem ao nosso César Guerra-Peixe, cujo centenário deveria estar sendo comemorado com uma série só dele, é mesmo a constatação de que só se gosta do que vem de fora.” (FONSECA, 2014)



Um pouco de história para relembrar
Familia Real
            Vamos relembrar os primeiros passos do Eurocentrismo no Brasil, pois se engana que pensa que essa mania de imitar a música europeia, forma de vestir e mesmo rituais dentro de um concerto são novos.  O eurocentrismo veio de navio já com a vinda da família Real. Criava-se a hierarquia, acentuava-se as diferenças gerando subliminarmente a oposição entre superioridade e inferioridade (MONTEIRO, 2008, p.68-69)
            O choque de cultura logo se fez presente e o que era subliminar passou a ser uma imposição, com direito a manuais. Consideravam o povo como rústico e mesmo bárbaro. Músicos vindos de fora do Brasil buscaram ajudar a implantar a concepção de “bom gosto” europeu! Esses seriam os pioneiros da implantação do eurocentrismo, que com o tempo só iria tomar mais proporção.

E a música chamada clássica?          
            Quais foram os caminhos tomados por essa música em todo o mundo? Tenho de citar as reflexões de Eric Hobsbawm, que mesmo não sendo um musicólogo conceituado, foi um dos autores que melhor vi falar sobre a realidade da música na atualidade, e ele faz observações duras sobre a música clássica:
Orquestra Sinfônica Brasileira
“A música clássica, basicamente, vive de um repertório morto. Das cerca de sessenta óperas encenadas na Ópera de Viena em 1996-97, só uma era de compositor nascido no século XX, e a situação não é muito melhor nas salas de concerto. [...] enquanto o repertório continuar congelado no tempo, nem mesmo a imensa audiência de ouvintes indiretos poderá salvar o negócio da música clássica” (HOBSBAWM, 2013k, p.32-33)
            Hobsbawm fala da situação do conservadorismo presente dentro da música de concerto no mundo inteiro, na qual não é errado tocar um repertório antigo, mas se torna problemático quando existe a insistência em se tocar apenas música antiga! Aos poucos a música de concerto vai se auto sufocando até definhar e não dá espaço a compositores do século XX, menos ainda aos nacionais.

Agora vamos analisar a situação no Brasil, que sofreu tanta influência externa, de uma família Real que impôs uma etiqueta, que sofreu influência de música de todo o tipo (incluo a música americana principalmente pós segunda guerra mundial), que me faz ainda hoje ter alunos com apenas 13 anos de idade, dizerem que não gostam de nenhum tipo de música que seja brasileira, e a odeiam sem ao menos conhecer, apenas pelo fato de acharem que o que vem de fora é melhor. Por qual razão não podemos quebrar essa constante influência imposta e forçada em todos os estilos, que está empregnada até nos mais jovens que não viveram diretamente as forças da influência direta, por que colaborar com isso?

Guerra Peixe não é um simples compositor brasileiro, mas um daqueles que fez diferença na concepção da música nacional, um compositor que sacou sobre apropriações, ressignificações e circularidade cultural quando Chartier e Ginzburg ainda usavam fraldas! Será que um compositor desse porte não merece uma homenagem a altura da Dona Leopoldina e seus músicos europeus? E quando questiono o repertório das orquestras, não quero dizer que não possam tocar músicas antigas! Sim, eles podem e devem! Mas porquê a música contemporânea e compositores brasileiros  não podem ser também agraciados em uma sala de concerto, com mais freqüência, e mais ênfase que lhes é merecida?

Conclusão

            Não duvido da capacidade de uma orquestra como a Sinfônica Brasileira, posso apontar a homenagem que fizeram aos 150 anos de Ernesto Nazareth, embora não tenha sido algo grandioso (outro compositor que merecia), mas pelo menos foi algo! E quem sabe a orquestra não tenha algo preparado? Ou mesmo resolva fazer algo depois dessas criticas? Assim esperamos! Pois dia 18 de março foi a data de aniversário de Guerra Peixe e não vi nenhuma homenagem ao mesmo! 

Eventos são preparados com antecedência, e não acredito apenas que a data tenha sido esquecida, mas tenha sido esquecida de propósito! 
É pertinente a primeira indagação do Hudson Lima, que nos fez pensar por várias questões e problemas antigos, como a velha construção do gosto, a imposição de um eurocentrismo musical forçado no repertório das orquestras brasileiras, que cercadas de conservadorismo, buscam tocar sempre o mesmo repertório europeu. Sempre critiquei isso dentro do convívio com músicos de orquestra, existe uma parcela desses que tenta vestir a idéia de um ser europeu que nasceu em terras erradas, talvez sejam pobres criaturas contaminadas pelo ambiente em que vivem. Questões que deveriam ser mais debatidas, com mais coerência e menos romantismo.

E lembrem-se:  Não se trata de repudiar a música de concerto e seu repertório antigo, mas dar espaço ao novo e ao que temos de nossa cultural nacional também.

Links

Site do Rafael Fonseca
www.rafaelfonseca.org 
Bibliografia
MONTEIRO, Maurício. A construção do gosto: música e sociedade na Corte do Rio de Janeiro 1808-1821.São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.
HOBSBAWM, Eric. Tempos Fraturados. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Problemas em Métodos de Teoria Musical.


          
Resolvi elaborar esse texto para apontar alguns problemas presentes no método de teoria músical de Maria Luisa de Mattos Priolli. Os problemas apresentados são de natureza teórica e de natureza histórica. Maria Luisa de Mattos Priolli, tem um conteúdo bem didático no ensino de música, a autora comete erros no ensino de algumas lições teóricas, que são equivocadas, na qual discorrerei mais adiante. Também me impressiona não haver criticas à autora, talvez por conta de um conservadorismo por parte dos músicos e das instiuições que ainda usam o método, ou mesmo por medo de exposição ao criticar o método tão tradicional. Como exemplo de instituição que utiliza Priolli, temos as provas para sargento músico da Marinha, a se observar no Edital de convocação para o Concurso de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais em 2013, em que podemos ver a seguinte:


quinta-feira, 6 de março de 2014

2 anos de Euterpe Despedaçada.




O tempo passa muito rápido, e já completamos 2 anos de existência. Depois de mais um ano é possível fazer um balanço e entender como o blog se modificou, quem continuou e quais são os novos atores que sempre trazem um conteúdo bacana para todos que gastam um pouco do seu tempinho no blog.


Um ano atrás tinhamos 263 seguidores na fã page do Facebook, hoje temos 367,  em 2013 tinhamos 97 seguidores no Twiter, hoje temos 154. Como foi dito um ano atrás, "O número pode não ser grande ainda, mas cada pessoa que curtiu, que acompanhou, comentou ou mesmo apenas leu, faz parte dessa festa", seguimos priorizando a qualidade e o conteúdo e buscando fazer um diferencial com algo novo, uma análise nova ou abordagem diferenciada.


Iniciamos nossas resenhas e análises de grupos musicais, e devemos agradecer a banda Folhas da Tarde, Pil Reional e Luke Grave por enviarem material, outros grupos também enviaram seus trabalhos, ainda aguardam a produção da análise. Iniciamos um novo podcast somente de entrevistas, o Justa Aumentada, e agradecemos a Orquestra Voadora por ter sido o primeiro grupo entrevistado, tivemos a colaboração do Tiago Rodrigues, trompetista do grupo. Agradecemos a todas as vozes do anel dos Nibelungos, Almighty, Jeff Alan Santos, Caio Irvin, Paioarpio Phellipe, Ira Croft, Kell Bonassoli, Bruno Gunter e Douglas Fricke. Agradecemos aos novos colunistas e colaboradores, ao nosso mago dos gráficos o Felipe Manhães, o Renato Pereira com sua coluna o “Faixa por faixa” de análises de álbuns, ao Jullian Ventura pelas postagens de Rock na fâ page do blog.

Um grande abraço a todos e obrigado por fazer parte dessa festa em mais um ano de blog!

sábado, 1 de março de 2014

A mentalidade da música medieval e o Canto Gregoriano




            A História da música ocidental como conhecemos hoje, tem inicio quando a igreja absorve alguns elementos da música grega e rejeita outros. Muitos costumes foram considerados impróprios pela igreja na intenção de desviar o número de convertidos, pois  tudo que ligasse ao passado pagão, deveria ser abolido. Em 313 o imperador Constantino deu proteção aos cristãos e a Igreja emergiu. As peças vocais feitas em grandes coros enchiam os ouvidos dos convertidos que estavam acostumados a uma longa tradição dos espetáculos pagãos. Em 387, Santo Agostinho escreveu um tratado da Música, em seis livros, que tratam dos princípios de métrica e ritmo, e um deles, o sexto trata da psicologia, a ética e a estética da música e do ritmo. Esses seriam debates importantes para começar definir o que era sagrado e profano na música. Para entendermos melhor como os homens dessa época definiam a música, destaco um trecho das confissões de Santo Agostinho, presente no livro a História da Música Ocidental de Donald J.Grout e Claude V.Palisca:

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Banda Folhas da tarde no Jornal O Peixeiro




A Banda Folhas da tarde saiu no Jornal Agora Rio Grande, no caderno "o Peixeiro", e vejam que legal, tem um trecho da nossa análise de blog nele. Ficamos felizes por esse primeiro reconhecimento de uma mídia popular por uma análise nossa claro que nada disso teria sido possível se não tivéssemos sido procurados pela galera da Banda Folhas da Tarde, em especial ao Fê Sanches e ao Carlos Cabra.

O processo de análise não foi rápido, foram dias escutando todos os álbuns, ouvindo várias vezes as músicas e entendendo a mecânica da banda para assim poder fazer uma análise justa e criticando se fosse preciso.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Luke Grave, Rock produções.


Luke Grave é um projeto solo de Metal e Heavy Metal, na cara e na coragem ele resolveu começar a gravar sozinho depois de algumas péssimas experiências em bandas, seguindo a teoria do "faça você mesmo". Lançou seu primeiro álbum "Apocalypse" em 2012 e em 2013  lançou o álbum "Atomic", sempre aplicando riffs pesados do Heavy Metal, trazendo mais peso e riffs mais puxados pro heavy metal. Luke tem influências de  Avenged Sevenfold, faz sua homenagem na música In the End.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Justa Aumentada #1: Orquestra Voadora



Justa Aumentada, é o nosso novo programa de entrevistas, começaremos esse piloto entrevistando o músico Tiago Rodrigues, trompetista da Orquestra Voadora. Se você já curte a orquestra confira o nosso bate papo com o músico, os projetos e curiosidades, se você ainda não conhece , venha saber mais sobre esse magnífico grupo.

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Foto: Jonathan Azria.
Arte: Felipe Manhães
Realização e edição: Daniel MM.

Links da Orquestra Voadora
Orquestra voadora no Soundcloud
Facebook da Orquestra Voadora
Site da Orquestra Voadora
Twiter da Orquestra


Links de referência
Feitiço do Villa
Bloco do Nada
Circo Voador


Músicas
Justa Aumentada DJ Akminarrah
Tá na Hora - Orquestra Voadora
Pra viagem -  Orquestra Voadora
Ferro Velho - Orquestra Voadora
Ferro Velho ao vivo no ensaio do museu do MAM 
Pom Pom Haze - Orquestra Voadora toca Jimi hendrix. Ao vivo no Teatro Odisséia
Cabral queria que você - Versão do "Rap do Amor" pelo Bloco do Nada.

  Obs: Esse podcast tem um feed diferente: http://justaaumentada.podomatic.com/rss2.xml



domingo, 26 de janeiro de 2014

Yamato no Brasil


O grupo japonês de taiko Wadaiko Yamato estará em apresentação única em São Paulo nos dias 2,3, 5 e 6 de abril de 2014 no Teatro Anhembi Morumbi. Considerado um dos 3 melhores grupos de taiko do mundo, retorna ao Brasil após 15 anos, apresentando um show totalmente inédito.

Informações: www.yamatonobrasil.com.br

Ingressos a venda nas bilheterias da Ingresso Rápido ou pelo site www.ingressorapido.com.br  ou garanta os melhores assentos no estúdio do Wadaiko Sho.

Data: Dia 2 e 3/abril
Horário: 20:30h
Valor: R$ 210 / R$ 180 / R$ 150 (platéia / mezanino 1 / mezanino 2)
Data: 5 e 6/abril 
Horário: 13:30hValor: R$ 250 / R$ 220 / R$ 190
Antecipada: Desconto de R$ 20


sábado, 25 de janeiro de 2014

O Anel dos Nibelungos - Parte III, Siegfried


Voltamos com mais um programa, a terceira parte do Anel dos Nibelungos, mostra o nascimento do herói Siegfried e sua busca pelo poder do anel e ao amor de Brunhilde, será possível que o Dragão Fafner irá por fim a vida do herói?


Para escutar a parte 3: clique AQUI
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Desenho da vitrine: Daniel MM
Arte Final: Felipe Manhães ()
Edição de áudio: Tiago Malta ()
Narração : Daniel MM