sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Geisa Fernandes, a pintora de autorretratos musicais


 Texto e análise de : Tiago de Lima Castro e Daniel Marcos Martins

Geisa Fernandes, cantora de música popular brasileira, viajou para Campinas com 18 anos e cursou a UNICAMP, sendo formada em História com doutorado em comunicação. Em 1995, viajou para Osnabruck na Alemanha, depois de três anos rumou para Hasselt na Bélgica, voltando ao Brasil um ano e meio depois já em 2000. Fixou-se em Niterói em 2004, na qual mora até hoje.

Lançou seu primeiro disco em janeiro de 2013 pela Capital Carioca. O álbum leva seu próprio nome e possui músicas de sua própria autoria, com exceção de “Brejeiro” do compositor Ernesto Nazareth, que completava 150 no mesmo ano de lançamento do disco. Geisa explora vertentes da MPB, passeando entre o Jazz, Samba e Pop.


Os franceses consideram a música de Geisa como um “Latin Jazz”, sendo normal vermos a classificação de “Jazz” para alguns ritmos brasileiros no exterior. É interessante observar como Geisa se encaixa na definição de “Latin”, ou seja, um Jazz latino enriquecido com ritmos Latino Americanos.

Músicas

Geisa coloca nas músicas sua própria história, fazendo com que as composições digam bastante da personalidade da cantora. Ela se permite compartilhar de suas experiências, desavenças pessoais e percepções do mundo, poderíamos dizer que suas músicas são como pequenos diários de fases da sua vida, ou como Geisa descreve: são como um “autorretrato musical”.

Quem curte MPB certamente vai adorar seu trabalho. Os arranjos são ótimos, bem equilibrados com a voz, expressando com clareza a proposta de cada canção, passando por ritmos tradicionais como Tango, Samba e MPB com certa pitada de Jazz. A temática das letras unido as escolhas musicais, mostra uma busca de continuação destas propostas musicais, o que torna o trabalho muito interessante. Também chama a atenção o fato dos arranjos serem adequados ao ritmo utilizando algumas citações, até citando um clássico sambista. Consegue manter uma particularidade própria, posicionando-se como um tipo de canção que se baseia em ritmos diferentes.

Algumas músicas podem se destacar como “Elevado” que é um tango. Segundo a cantora, essa música acabou ganhando a roupagem de tango devido a alterações no arranjo, a música ainda teve a participação do bandoneonista1 argentino, Bruno Pianzola.

Os músicos foram fixos somente para o projeto do CD. O produtor Francisco Falcon também é arranjador das músicas. Geisa também conta com convidados especiais como o já citado Bruno Pianzola ou o tecladista/pianista KikoContinentino.




Conclusão

Geisa demonstra em sua música a capacidade do hibridismo consegue expressar as inúmeras possibilidades que a música brasileira consegue atingir através da mistura musical sem preconceitos, aplicando elementos, citações sem fazer parecer artificial, quase como se a nova mistura fosse tão natural quanto a matéria-prima. Música brasileira da melhor qualidade, com ótimos arranjos e uma voz agradável.



Link de referência

site
https://artistecard.com/geisafernandes#!/musics/40799

Notas:
1Que toca bandoénon, instrumento argentino usado no tango, parecido com a sanfona brasileira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Justa Aumentada #3: Paulinho Bicolor



Vamos bater um papo com o cuiqueiro Paulinho Bicolor, contando sobre sua experiência no Samba e falando desse instrumento tão peculiar: a Cuica. Não conhece o instrumento? Acha que ele faz pouca coisa? Até o Rock já usou Cuica! Então escute essa entrevista e saiba mais sobre esse instrumento musical.



Para baixar clique AQUI

Arte: Felipe Manhães
Realização e edição: Daniel MM.



Links
http://cuiqueiros.blogspot.com.br/

Músicas
Colinas- Beth Carvalho
Ode a Benzina - Tiago Malta
Águas de Março - Tom Jobim
Correnteza - Edu Krieger
Walkabout - Red Hot Chilli Peppers
Wanna Be Startin' Somethin' -  Michael Jackson
Lá vem a Cuica -  Tom Zé

sábado, 25 de outubro de 2014

Slipknot: Resenha de 5: The Gray Chapter:


Por: Jullian Ventura.


Após ouvir o disco é difícil organizar as ideias pra começar a comentar algo, o disco na abertura (XIX) já começa como todo o show do Slipknot, cheia de suspense, mais já apresenta novas timbragens e quando menos se espera soam palavras de ordem bradadas por Corey a plenos pulmões, mas vamos direto e reto como eu gosto em resenhas, nesse disco você não verá o novo baixista e baterista criando algo mirabolante, lembre-se eles ainda não fazem parte da banda, então como bons músicos de estúdio seguiram bem as ordens dos verdadeiros membros, o disco tem a cara e assinatura do Slipknot, o fato do Joey Jordinson (ex-baterista) não estar nesse disco e ser um dos principais compositores do Slipknot realmente não fez falta, o disco tem melodias e letras que transpiram o velho e bom Slipknot, porém com uma roupagem melhor, esse disco é uma evidência de continuismo do disco "Subliminal Verses Vol.3" de 2004, a música da banda evolui bastante a partir desse ponto, Jim Root e Mick Thomson reafirmam o casamento na dobradinha de guitarras que funcionou muito bem mais uma vez.

 Corey é outro que surpreende, o vocalista ousou menos em ataques a notas mais altas, a mudança da sua voz a partir dos 40 anos foi muito bem assumida, Corey demonstra total domínio de seu instrumento vocal, os vocais nesse disco realmente trazem boas surpresas. 

A banda apresenta nesse disco o seu lado mais melódico, temos até uma balada (Killpop), faixa essa pronta a ser tocada a exaustão nas rádios e em estádios mundo a fora, apesar de mais melódicas, as melodias das faixas não estão menos agressivas, a banda parece ter alcançado controle e total coerência musical, traz diversos novos elementos a musicalidade da banda, como se espera de uma banda com essa quantidade de membros, esse disco sem sombra de dúvidas entra para a lista de melhores de 2014, arrisco inclusive o palpite de indicação ao Grammy de melhor disco de hard rock/heavy metal de 2015, em resumos técnicos o novo baixista fez o que tinha que fazer, o baterista se destacou bem, não dispensou boas quebradas, cavalgadas e porradaria com os seus bumbos, mostrou ter habilidade e disposição (Ao vivo nas faixas antigas já são outros quinhentos), Chris Fehn e Shawn Crahan executaram com precisão as suas intervenções de percussão, destaco a faixa "Lech" onde a dupla faz o Slipknot entrar quase em ritmo de carnaval, Jim Root e Mick Thomsom mostraram perfeito entrosamento, trouxeram boas melodias e pegadas com suas guitarras nesse disco, o Craig Jones e Sid Wilson como sempre trouxeram os arremates finais onde era necessário.

No resto é um ótimo disco, com cara de Slipknot, então se você faz parte do maggots mala, ouça entenda o novo disco e pare de reclamar porque o Joey saiu; saiu por que a banda que convive com ele o demitiu, supere, Joey é um ótimo baterista e compositor, mais realmente não fez falta a esse disco.
Destaco e recomendo as faixas "Sarcastrophe" (Convite ao primeiro circle pit na sala), "AOV" (Convite direto ao bate cabeça), "The Devil in", "Killpop" (Talvez a mais fantástica do disco), "Skeptic", "Lech" (Quase um carnaval percussivo), "Goodbye" (Outra balada melódica, mas também tão perfeita quanto "Killpop"), "Nomatic, "Custer" (Mais um convite direto ao circle pit) e "The Negative One".


Então de 0 a 10 esse disco leva um 8,5 com louvor, a compra do disco vale a pena com certeza, pros colecionadores esse mesmo disco tem um versão deluxe com mais duas faixas, também há opção de vinil e diversos formatos de single.
Ouça o disco no link abaixo:


http://youtu.be/P40z_g1Es8Q

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Anel dos Nibelungos - Parte IV, O Crepúsculo dos Deuses


Finalmente chegamos a última parte do Anel dos Nibelungos. OsGibichungs e o trágico fim dessa tetralogia colossal, a cobiça pelo anel e a ganancia dos homens que se matam pelo ouro do Reno. Escapara Siegfried da maldição do Anel? Qual sera o destino final do anel dos Nibelungos? Os Deuses então deixarão de existir?


Para baixar clique AQUI





Desenho da vitrine: Daniel MM
Arte Final: Felipe Manhães ()
Edição de áudio: Tiago Malta ()
Narração : Daniel MM

Brunhilde -  Evilin (https://www.facebook.com/arctic.melody)
Odin -  Tiago Malta  ()
Gunther - Demetrius (@demevs) Podtrash
Alberich - Daniel MM
Skuld - Mey Linhares
Werdandi - Mey Linhares
Urd - Angélica Hellish (@AngelMasmorra) - Cine Masmorra
:
Músicas usadas
Götterdämmerung - Richard Wagner, Bayreuth Festival Chorus, Bayreuth Festival Orchestra, 1979, ,Regência de Pierre Boulez

CONTATOS
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Privatização da Escola de Música Villa-Lobos: O relato de um ex aluno contra a privatização.

Foto: Marina Miglieta

   Comecei a estudar no Villa Lobos em 2000, eu era um rapaz cheio de entusiasmo e me lembro de quando cheguei nos corredores daquela magnífica escola pela primeira vez, onde fiz minhas primeiras amizades. Vi um rapaz saindo do auditório Guerra-Peixe e ser abraçado por uma colega que dizia “eu vi sua apresentação, ficou linda!” Senti que aquele era o melhor lugar para começar a viver e sentir música, onde conheceria pessoas que carregaria comigo durante a formação como músico e mesmo após ela.
    Sempre morei em Campo Grande, a uns 60km dali,  vindo de um lugar em que não tínhamos escolas de música (a conhecida Dinear não tinha curso de violino que eu queria fazer e anos depois acabou fechando) foi uma das melhores escolhas que eu poderia fazer, um ambiente agradável com ótimos professores. O preço era acessível (algo em torno de 200 reais por semestre) para uma pessoa nas minhas condições esse era o lugar ideal. A Escola se situa no centro da cidade, recebendo alunos de toda parte do Rio de Janeiro. Acabaria vendo que muitos estavam na mesma situação que eu, que vinham de longe, como Nova Iguaçu, Paracambi e regiões até mais longínquas.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Justa Aumentada # Edição Especial: Orleans Street Jazz Band

Entrevista com o trombonista Alexandre Arruda da Orleans Street Jazz Band (Com participação do produtor Gabriel Padial). Conheça o jazz de rua de New Orleans e descubra como esse estilo peculiar chegou por aqui e ganhou um tempero brasileiro nas interpretações dos clássicos executados pela Orleans Street Jazz Band.
Essa é a primeira edição “X” (especial) do Justa Aumentada, gravada nas instalações do SESC Ribeirão Preto em agosto de 2014 durante o festival SECS Jazz and Blues.

Escutem o podcast clicando AQUI
ou AQUI

Edição: Cave Noctua Creative Audio
Produção: Gabriel Perboni e Pablo Lopes
Arte: Felipe Manhães
Foto: Lucas Shows (divulgação)
Agradecimento especial para Camila e todo o Departamento de Comunicação do SESC Ribeirão Preto

Links:
Cave Noctua
Cave no Facebook

Origem deste post em
http://cavenoctua.com/podcasts/justa-aumentada-x-orleans-street-jazz-band

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PORÃO DO ROCK, programação completa


Porão do Rock, um dos maiores festivais brasileiros de música, ativo desde 1998, chega a sua décima sexta edição. O evento ocorrerá nos dias 30 e 31 de agosto (sábado e domingo), no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, com shows a partir das 17h. O festival já conta com 35 atrações confirmadas!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Movimento e a Música Armorial de Ariano Suassuna

Foto: Renato Rocha Miranda
 

É com grande pesar que no dia 23 de Julho de 2014 nos despedimos de Ariano Suassuna, resolvi então relembrar os feitos artísticos desse grande escritor brasileiro, publicando aqui no blog parte da minha monografia de graduação, na qual um dos assuntos abordados é a importância do movimento Armorial criado por Ariano Suassuna. Agradeço ao mestre por ter me feito conhecer esse belo movimento, descanse em paz.

terça-feira, 15 de julho de 2014

A setlist da Copa do Mundo 2014

O fim da Copa do Mundo muito se assemelha a um show da sua banda preferida. Você passa meses, talvez até anos na espera daquela noite especial, aquela noite em que tudo sai de um plano até então abstrato e torna-se concreto perante seus olhos. Você está ali. Você está vivenciando aquilo. E como todo melhor show da sua vida, ele acaba depois do encore e você vai pra casa só para acordar cansado e moído de tanto curtir, mas também deprimido por ter acabado.

Depois de ver o time de übermenschs levar a taça Jules Rimet para Berlim, ficamos com saudade do show. O show de um mês (maior que qualquer show do Dream Theater que já fui) acabou no domingo, deixando uma segunda melancólica e saudosa da copa.

E qual foi o setlist do show dos shows?

sábado, 5 de julho de 2014

Opus 3 - 1º Movimento: Metallica e o Glastonbury



Hoje nos reunimos com a galera do Panzercast para debater sobre o polêmico caso do Metallica no Festival Glastonbury, mas nesse bate papo em parceria com Felipe Parra, Barba e Chileno, teremos de voltar um pouco no tempo e lembrar de outras polêmicas que envolvem a banda: O Napster. Contamos também com a presença dos Euterpianos Daniel MM e Jullian Ventura.

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